19.7.06

Mística

árvore depoisRouba-se à vida o tempo e alaga-se o espaço com uma quietude castanha. Condenam-se os impulsos a um exílio irrevogável e deita-se azeite por cima, para que não voltem a redescobrir a claridade. Quando a inoperância dos sentidos se ergue em sentido supremo, adopta-se uma pose de árvore e espera-se pacientemente pelo surgimento das raízes. A seguir virão os esquilos. Mais tarde, os piqueniques.