31.5.06

A (outra) nêspera

nêsperaNão era uma nêspera qualquer. Era a outra, a que não consta do poema do Mário-Henrique Leiria, a que fugiu da boca gretada da velha, a que não esperou para ver o que acontecia e se escondeu, amarela e reivindicativa, por detrás da botija de gás. A que morreu, negra e feliz, na boca do tempo que a comeu.